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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Segredo de Rodolfo Winter - De Mãos Dadas Com o Futuro


“ Esboço: O especialista em TI Rodolfo Winter, encontra um objeto estranho em sua sala, é verão de janeiro de 2008, muitos paulistanos estão na praia. O objeto transporta seu proprietário no tempo apenas com um toque, com uma data pré-definida. Quando Rodolfo entende e resolve testá-lo, começa a maior aventura de sua vida. Na primeira viagem para São Paulo de 2058, depois de um ano vivendo neste ano ele volta para o momento que deixou 2008, trás consigo um computador doméstico que nos dias seria um supercomputador , mais conhecimento da tecnologia que ninguém imaginou ainda e uma lista dos número sorteados na sorteio da megasena e muitos segredos políticos etc. Num concurso que uma grande fabricante de software de segurança premia o invasor de seus sistemas ele ganha 200 mil dólares, mas com o computador que ele trouxe do futuro isto não é nada, afinal são 2000 núcleos de processamento, 1024 terabyte de memória RAM, num processador com 8500 Gigahert de velocidade e 5000 terabyte de hard disk, o sistema operacional Antares 2055 – 512 bits-. .Vende tecnologia para os maiores fabricantes de hoje, enriquece em bilhões, mas nem tudo são flores; a Polícia Federal, a Interpol, etc. querem descobrir seu segredo. Seus falso amigos sabem que tem alguma coisa muito grande. Correndo perigo de vida ao esconder seus segredos. Quanto não tem mais saída ele desisti do presente para se refugiar no futuro ”


Mais um final de ano.
Os noticiários alertam para os dias quentes propício para praia. Os paulistanos não perdem tempo e criam um congestionamento de 45 quilômetros na estrada que liga São Paulo ao litoral. Bem, é final de ano e tudo vale a pena. A televisão mostra a alegria de muitos e tristeza de poucos. A cidade praticamente abandonada está ótima para o Rodolfo Winter de hoje. Afinal de depois de um casamento de cinco anos de muito tumulto a única coisa que ele que é paz. Aos 30 anos ele estava diferente, muito diferente. Esta mais calmo e pensativo. Um pouco sem rumo. A cada dia mais distante de seus clientes e amigos. De seu apartamento no bairro Central, viaja poucas vezes. Passa seus dias caminhando pela Avenida Paulista, ouvindo suas música de sempre, um bom e velho Rock And Roll como sempre diz. Uma vez ou outra sai para um jantar com sua amiga de profissão Eliza Soarez, formada em matemática, ontem professora e devido ao baixo salário é hoje programadora de software para internet. Conhece todos que vê em sua rotina diária, mas conversa com poucos, muito poucos.
Hoje já cansado de responder as perguntas de sempre, pensava em mudar de vida. Mas que vida, nos últimos anos só tem trabalhado. Caminha só, esta dando um tempo para si mesmo.
A noite a avenida Ipiranga não dorme, são prostitutas, drogados, policiais em sua rotina de sempre. Nestes dias as chuvas passam sobre a cidade deixando-a limpa e suportável.
Visita a igreja quando esta vazia, olha suas paredes e tudo mais, não sente nenhum sentimento religioso. A violência desses dias, a miséria de sempre, o deixam mais perturbado que os milagres do passado.
Uma noite diferente.
É madrugada, Rodolfo assiste um filme, meio sonolento. A televisão é sua parceira nos últimos anos. Poderia ter uma companhia, mas acha que ainda não à hora.
De repente um zumbido e um clarão azul o despertar. Parece que vem da sala. Talvez seja apenas luz da avenida. Rodolfo se levanta apesar da preguiça para ver o que é. Surpreende-se com objeto que ainda sai uma fumaça leve e branca. Olha para janelas e está tudo trancado. Acende a luz e vê um objeto retangular com duas antenas, três painéis. Abaixo de cada painel um teclado numérico. Parece uma mesa de som, como aquelas que se vende na Santa Ifigênia. Há uma inscrição nunca vista por ele, TRANS T250-xx, em baixo do objeto é possível ver marca de calor no piso. Rodolfo se aproxima lentamente e toca com rapidez para saber se ainda está quente, mas a temperatura esta normal. Ao olhar em baixo do objeto é possível ver um código de barra estranho e mais nada. Um dos painéis marca 2100 com um led verde e o outro marca 2008 em azul, á uma marca para posicionar a mão direita e botão vermelho escrito “Start Machine”. A curiosidade é muito grande. Ele coloca o objeto sobre a mesa da sala e resolve procurar alguma coisa parecida na rede mundial. Digita TRANS T250-xx, no site de procura nada aparece. Vai até a janela olha a cidade na madrugada, só luzes e os habitantes da noite. Já esta muito cansado, precisa dormir. Depois que acordar continua. E assim ele encerra sua noite.

- “A curiosidade matou o gato”
É quase meio dia. O dia esta muito quente, são quase 33 graus de temperatura. Parece que a previsão do tempo esta correta. A falta de ventilação, o concreto, a falta de árvore, deixava a cidade insuportável. Rodolfo vai ao banheiro e 15 minutos depois esta na cozinha preparando seu café. O que não é muito comum, já que prefere o café do barzinho da esquina. Mas hoje com este objeto sobre a mesa da sala não consegue pensar em mais nada. Ao olhar seu computador percebe que se esqueceu de desligá-lo. No monitor é possível ver a última consulta na internet. Mesmo mastigando seu pão-de-forma com presunto não consegue tirar o olho do objeto.
- O será isto e de onde veio? Já que não existe marca nenhuma no ambiente, com exceção do piso.
- Deveria tentar abri-lo? Mas não tem parafuso.
- Talvez tenha algum valor? Quem sabe ele pode ficar rico com isso e parar de trabalhar e viver o resto da vida viajando. Quem sabe? Um leve sorriso toma conta de seu rosto.
- Será que alguma bateria? Será que é perigoso? Um armamento militar talvez?
Pensando bem é muita pergunta para uma manhã só. Arruma sua cozinha, lava os talheres usados em seu café e vai até janela da sala e por alguns minutos fica olhando a avenida que ainda não voltou a sua rotina normal.
Logo desiste da avenida e se senta próximo ao objeto e percebe que os painéis estão divididos em ano, mês, dia e horas no formato dd/mm/aaaa e 24 horas. É fácil de entender este objeto; há uma data inicial e uma final. Agora só resta saber o “Start Machine“ quer dizer exatamente.
A um certo medo em seu semblante. Afinal para uma pessoa como ele que conhecia tecnologia com poucos e poucos aparelhos comerciais lhe eram desconhecidos. Mesmo assim resolveu mexer no aparelho. Colocou na data de inicial a data de seu aniversário 07/02/2008 – 13:00:00 e final digitou a mesma data com 50 anos a mais. Agora é só segurar o aparelho e aperta o botão “Start Machine”. Fazia tempo que ele não sentia medo algum. Passa algum tempo pensando em sua vida, seus dias. Agora ele se pergunta;
- O que poderia acontecer? Levaria um choque? Sentiria alguma sensação diferente?
Parece que ele vai ter aperta o botão para saber. Não como simular, não tem como virtualizar esta experiência.
- “A curiosidade matou o gato” – Pensa consigo mesmo.
Por um momento toma coragem e leva a mão ao objeto, segura firma e com a mão esquerda aperta o temido botão.


Sombras, clarões e zumbindo irritante.
De repente ele não sente mais seu corpo. Diante de seus olhos sombras e clarões chegam a assustar, à um zumbido irritante em seu cérebro. Não demora muito ele volta a sentir seu peso, imagens começam a se forma diante de seus olhos e o zumbindo já esta se distanciando.
Onde está seu apartamento? E que praça é esta? E porque todos me olham?
Rodolfo Winter está mais perdido do nunca. As pessoas passam o olham como se fosse um extraterrestre, ao invés da sua sala o que vê um jardim imenso. Poucos carros circulando, sem barulho e sem fumaça, até parece que mudou de planeta.
- Estou com sorte posso entender os essas pessoas falam – Agora já consegue raciocinar, apesar de falar sozinho – Pelo estou no mesmo planeta, eu acho? – Pergunta-se.
É preciso encontrar alguém para responder suas perguntas. Antes que comece a andar uma mulher jovem se aproxima e perguntar-lhe:
Posso ajudar-lo senhor? – Se sorriso discreto o tranqüila.
Sim – Ele responde – Onde estamos? Em que ano estamos?
O senhor sofreu uma aminéia? Algum acidente? – Estamos em São Paulo, em 2058.
Seu semblante fica sério e pensa consigo mesmo. Meu Deus aquilo é uma máquina do tempo.
A jovem fala algo que ele não ouve. Ele continua perdido em seus pensamentos. Como farei para voltar? Preciso de um espelho? Será que algo mudou em minha fisionomia?
Só volta a si quando a jovem toca em seus braços perguntando-lhe se esta bem.
Acena com cabeça que sim. Ela gentilmente pega o pelo braço e pede a ele que acompanhe. E seu silêncio olha para todos os lados tentando entender tudo que está em sua volta.
Ao passar por uma vitrine ele para ser ver, a jovem entende seu gesto e deixa que ele se veja no espelho, aparentemente passar estar tudo normal, pensa.
Para você me leva? - Pergunta
Ao Centro de Saúde, eles cuidarão de vocês – Ela simpaticamente responde.
Eu não estou doente. Pareço doente? – Ele insiste
Não senhor, não esta doente, talvez uma amnésia temporária – Acho eu.
Fique tranqüilo – Ela parece confiável.
Na esquina ela acena para um taxi. O motorista se aproxima, as portas começam a ser abrir silenciosamente e ao entrar e me acomodar, ouço um bom dia gentil.
Para o Centro de Saúde mais próximo, por favor. – Ela solicita
Ele esta doente? – Pergunta o motorista
Acho que é só uma amnésia temporária. Ele perguntou onde estava e que dia era hoje.
É melhor fingir uma amnésia para entender esse último cinqüenta anos e não chamar a atenção – Pensa Winter.
As ruas, as calçadas estão limpas como jamais vi. Onde está todo a povo que circulava diariamente por esta São Paulo, sujando, gritando, onde estão?
Alguns minutos depois o taxi pára, ela paga com um cartão. O motorista me olha e se despede da bela jovem que ainda não sei nome. O prédio do Centro de Saúde parece um laboratório de experiências avançadas. Muita coisa mudou, algumas me parece que melhoram.
Qual o nome? – Pergunto a jovem - Aline - Sem tirar o olhar da porta me responde.
Na recepção uma mulher me dirige o olhar e pergunta – Posso ajudá-los?
Sim. Encontrei este senhor na praça principal e ele parece não se lembrar de nada – Aline vai direto ao assunto e me olha ligeiramente.
É teu parente, senhorita? – A mulher de crachá lhe pergunta.
Não, não é. Só estou tentando ajudá-lo. Estava a caminho do trabalho – Aline .
Preciso pegar seus dados para pode encaminhá-lo ao médico de plantão, Ok
Claro. – Responde Aline um pouco impaciente.
Enquanto Aline passa seus dados não consigo tirar os olhos do local e das pessoas que passam. Elas me olham rapidamente e continuam.
Ele não só esqueceu o passado com parece que veio do passado com essas roupas – Fala a mulher do crachá.
Aline concorda e se despede apenas com um olhar e por um bom tempo ele não esqueceria aquele olhar.
O ambiente limpo, claro e suavemente tranquilo quase faz Rodolfo da realidade de décadas atrás. Não demora muito a funcionária o encaminha para a sala de exame.
Doutor! Este senhor parece estar com amnésia. Não se lembra de nada praticamente.
Ele olha fixamente para Rodolfo, após acenar para a funcionária.
O médico olha as pupilas de seus olhos, sua língua e assim prossegue o exame.
Após esses procedimentos, chama uma enfermeira e pede a ressonância magnética ou algo parecido. A sala é fria e limpa. Rodolfo deita e aos poucos sua imagem é projetada na parede.
O médico agora com um auxiliar chegam a conclusão que não existe nada neste paciente.
Após concordarem, o médico chama a enfermeira e determina um remédio para memória sem contraindicação. A enfermeira sorri como estivesse feliz por Rodolfo.
Sr. Rodolfo vou ligar para amiga e disser-lhe que está tudo bem fisicamente com o senhor e ela poderá acompanhá-lo. O médico receito algo e aparentemente isto logo passará. Ok?
Ok. Responde Rodolfo e continua – Se você não se importar eu preciso encontrá-la no trabalho
Tudo bem? -
A recepcionista responde que sim sem olhar em seus olhos. Para ele é melhor assim já que aqui não tem nenhuma amiga, mas ele já se acostumou.
Não esqueça sua mochila – Fala a atendente com um leve sorriso.
Claro – Responde tentando parecer tranquilo.
Em passos calmos vai deixando as instalações do centro de saúde e pelo visto resolveram o caos da saúde pública. Aparentemente.
As ruas estão limpa e calmas. Parece que nos últimos 50 anos muita melhorou até pode ser ver. Numa pequena loja é possível ver carros elétricos serem vendidos direto da linha de montagem do fabricante. Na loja de tecnologia ele para e fica observando. Reluta com sua curiosidade. Aos poucos toma coragem e entra pra pergunta sobre os computadores.
Um funcionário se aproxima e pergunta algo, mas ele consegue prestar atenção.
Após alguns minutos, depois que seus olhos rodaram toda a loja, consegue dar atenção ao funcionário e pergunta:
Qual o computador mais moderno que você possui? Tem aqui?
Tenho Sr. Por favor me acompanhe.
Este aqui tem 2000 núcleos de processamento, 1024 terabyte de memória RAM, num processador com 8500 Gigahertz de velocidade e 5000 terabyte de hard disk, o sistema operacional Antares 2055 – 512 bits.
Ao ouvi-lo tenta não se parecer assustado. Antes que conseguisse dizer algo ver Aline acenando para ele.
Pede licença e vai em direção a Aline.
- Liguei para o centro de saúde e me disseram que estava tudo bem com você. Porque não me aguardou?
- Não queria incomodá-la. Já lhe dei muito trabalho e sou muito agradecido pelo que vez.
  • Ela me disse que talvez sua memória demore um pouco para normalizar. Onde você vai ficar Rodolfo?
  • Não sei Aline. Estou confuso, como você percebeu – respondeu com sorriso dissimulado no rosto.
  • Fique em casa, você vai gostar de conversar com minha mãe. - Sorriu Aline.
  • Aline, quanto foi que os computadores ficaram tão potentes?
  • Ah meu amigo. É uma longa história.
  • ...longa história.....
  • É. Á umas décadas atrás um cidadão, que não me lembro o nome. Apareceu com projeto que um microprocessador e tentou vender para um dos fabricante, o projeto era tão avançado para época que chamou atenção dos mundo científico e da policia internacional.
Na investigação descobriram que não era só um projeto e que havia um construído,
à vários anos. Mas aquilo não era possível sem o investimento de bilhões de dólares.
E este computador praticamente dominou a rede mundial de computadores.
  • E o responsável foi pego?
  • Foi nada. Praticamente se evaporou. Talvez tenha sido morto ou mudou de identidade por isto que as normas de segurança para se ter computador em casa mudou.
  • Mudou? Como assim?
  • Este computador que viu, assimila sua identidade genética, sua voz, sua íris e assim por diante. Resumindo ninguém pode usá-lo se a presença do proprietário. Se cometido qualquer ilegalidade é possível encontrar o proprietário rapidamente. Entendeu? Graças a isto a rede mundial ficou muito mais segura e limpa. Entendeu de novo?
  • Gostaria de ter um deste. - Falou olhando para vitrine de exibia motos no trajeto da casa de Aline. Sem perceber aceitou o convite de ficar em sua casa.
  • Bem, mas não tenho dinheiro e deve ser muito caro. Não é?
  • Nada meu amigo. Custa o mesmo que um tênis barato. - Falou Aline sorrindo.
  • É? Mesmo também não tenho – Sorriu Rodolfo.
  • Eu vou trocar o meu, posso lhe dar?
  • Está brincando?
  • Não! É verdade. Usado isto não tem valor nenhum. É praticamente descartável.
  • Legal. Ficou muito agradecido novamente. - Agradeceu Rodolfo.
  • Bem, primeiro preciso transferir para você. Mas é muito simples. Você verá.
Rodolfo olha preocupado para o final da rua, evitando ser percebido por ela.

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