“
Esboço: O especialista em TI Rodolfo Winter, encontra um objeto
estranho em sua sala, é verão de janeiro de 2008, muitos
paulistanos estão na praia. O objeto transporta seu proprietário no
tempo apenas com um toque, com uma data pré-definida. Quando
Rodolfo entende e resolve testá-lo, começa a maior aventura de sua
vida. Na primeira viagem para São Paulo de 2058, depois de um ano
vivendo neste ano ele volta para o momento que deixou 2008, trás
consigo um computador doméstico que nos dias seria um
supercomputador , mais conhecimento da tecnologia que ninguém
imaginou ainda e uma lista dos número sorteados na sorteio da
megasena e muitos segredos políticos etc. Num concurso que uma
grande fabricante de software de segurança premia o invasor de seus
sistemas ele ganha 200 mil dólares, mas com o computador que ele
trouxe do futuro isto não é nada, afinal são 2000 núcleos de
processamento, 1024 terabyte de memória RAM, num processador com
8500 Gigahert de velocidade e 5000 terabyte de hard disk, o sistema
operacional Antares 2055 – 512 bits-. .Vende tecnologia para os
maiores fabricantes de hoje, enriquece em bilhões, mas nem tudo são
flores; a Polícia Federal, a Interpol, etc. querem descobrir seu
segredo. Seus falso amigos sabem que tem alguma coisa muito grande.
Correndo perigo de vida ao esconder seus segredos. Quanto não tem
mais saída ele desisti do presente para se refugiar no futuro ”
Mais um final de ano.
Os noticiários alertam para os dias quentes propício para praia.
Os paulistanos não perdem tempo e criam um congestionamento de 45
quilômetros na estrada que liga São Paulo ao litoral. Bem, é final
de ano e tudo vale a pena. A televisão mostra a alegria de muitos e
tristeza de poucos. A cidade praticamente abandonada está ótima
para o Rodolfo Winter de hoje. Afinal de depois de um casamento de
cinco anos de muito tumulto a única coisa que ele que é paz. Aos 30
anos ele estava diferente, muito diferente. Esta mais calmo e
pensativo. Um pouco sem rumo. A cada dia mais distante de seus
clientes e amigos. De seu apartamento no bairro Central, viaja poucas
vezes. Passa seus dias caminhando pela Avenida Paulista, ouvindo suas
música de sempre, um bom e velho Rock And Roll como sempre diz. Uma
vez ou outra sai para um jantar com sua amiga de profissão Eliza
Soarez, formada em matemática, ontem professora e devido ao baixo
salário é hoje programadora de software para internet. Conhece
todos que vê em sua rotina diária, mas conversa com poucos, muito
poucos.
Hoje já cansado de responder as perguntas de sempre, pensava em
mudar de vida. Mas que vida, nos últimos anos só tem trabalhado.
Caminha só, esta dando um tempo para si mesmo.
A
noite a avenida Ipiranga não dorme, são prostitutas, drogados,
policiais em sua rotina de sempre. Nestes dias as chuvas passam
sobre a cidade deixando-a limpa e suportável.
Visita
a igreja quando esta vazia, olha suas paredes e tudo mais, não sente
nenhum sentimento religioso. A violência desses dias, a miséria de
sempre, o deixam mais perturbado que os milagres do passado.
Uma
noite diferente.
É
madrugada, Rodolfo assiste um filme, meio sonolento. A televisão é
sua parceira nos últimos anos. Poderia ter uma companhia, mas acha
que ainda não à hora.
De
repente um zumbido e um clarão azul o despertar. Parece que vem da
sala. Talvez seja apenas luz da avenida. Rodolfo se levanta apesar da
preguiça para ver o que é. Surpreende-se com objeto que ainda sai
uma fumaça leve e branca. Olha para janelas e está tudo trancado.
Acende a luz e vê um objeto retangular com duas antenas, três
painéis. Abaixo de cada painel um teclado numérico. Parece uma mesa
de som, como aquelas que se vende na Santa Ifigênia. Há uma
inscrição nunca vista por ele, TRANS T250-xx, em baixo do objeto é
possível ver marca de calor no piso. Rodolfo se aproxima lentamente
e toca com rapidez para saber se ainda está quente, mas a
temperatura esta normal. Ao olhar em baixo do objeto é possível ver
um código de barra estranho e mais nada. Um dos painéis marca 2100
com um led verde e o outro marca 2008 em azul, á uma marca para
posicionar a mão direita e botão vermelho escrito “Start
Machine”. A curiosidade é muito grande. Ele coloca o objeto sobre
a mesa da sala e resolve procurar alguma coisa parecida na rede
mundial. Digita TRANS T250-xx, no site de procura nada aparece. Vai
até a janela olha a cidade na madrugada, só luzes e os habitantes
da noite. Já esta muito cansado, precisa dormir. Depois que acordar
continua. E assim ele encerra sua noite.
- “A curiosidade matou o gato”
É
quase meio dia. O dia esta muito quente, são quase 33 graus de
temperatura. Parece que a previsão do tempo esta correta. A falta de
ventilação, o concreto, a falta de árvore, deixava a cidade
insuportável. Rodolfo vai ao banheiro e 15 minutos depois esta na
cozinha preparando seu café. O que não é muito comum, já que
prefere o café do barzinho da esquina. Mas hoje com este objeto
sobre a mesa da sala não consegue pensar em mais nada. Ao olhar seu
computador percebe que se esqueceu de desligá-lo. No monitor é
possível ver a última consulta na internet. Mesmo mastigando seu
pão-de-forma com presunto não consegue tirar o olho do objeto.
- O
será isto e de onde veio? Já que não existe marca nenhuma no
ambiente, com exceção do piso.
-
Deveria tentar abri-lo? Mas não tem parafuso.
-
Talvez tenha algum valor? Quem sabe ele pode ficar rico com isso e
parar de trabalhar e viver o resto da vida viajando. Quem sabe? Um
leve sorriso toma conta de seu rosto.
-
Será que alguma bateria? Será que é perigoso? Um armamento militar
talvez?
Pensando bem é muita pergunta para uma manhã só. Arruma sua
cozinha, lava os talheres usados em seu café e vai até janela da
sala e por alguns minutos fica olhando a avenida que ainda não
voltou a sua rotina normal.
Logo
desiste da avenida e se senta próximo ao objeto e percebe que os
painéis estão divididos em ano, mês, dia e horas no formato
dd/mm/aaaa e 24 horas. É fácil de entender este objeto; há uma
data inicial e uma final. Agora só resta saber o “Start Machine“
quer dizer exatamente.
A um
certo medo em seu semblante. Afinal para uma pessoa como ele que
conhecia tecnologia com poucos e poucos aparelhos comerciais lhe eram
desconhecidos. Mesmo assim resolveu mexer no aparelho. Colocou na
data de inicial a data de seu aniversário 07/02/2008 – 13:00:00 e
final digitou a mesma data com 50 anos a mais. Agora é só segurar o
aparelho e aperta o botão “Start Machine”. Fazia tempo que ele
não sentia medo algum. Passa algum tempo pensando em sua vida, seus
dias. Agora ele se pergunta;
- O
que poderia acontecer? Levaria um choque? Sentiria alguma sensação
diferente?
Parece que ele vai ter aperta o botão para saber. Não como simular,
não tem como virtualizar esta experiência.
- “A
curiosidade matou o gato” – Pensa consigo mesmo.
Por
um momento toma coragem e leva a mão ao objeto, segura firma e com a
mão esquerda aperta o temido botão.
Sombras,
clarões e zumbindo irritante.
De repente ele não sente mais seu corpo. Diante de seus olhos
sombras e clarões chegam a assustar, à um zumbido irritante em seu
cérebro. Não demora muito ele volta a sentir seu peso, imagens
começam a se forma diante de seus olhos e o zumbindo já esta se
distanciando.
Onde está seu apartamento? E que praça é esta? E porque todos me
olham?
Rodolfo
Winter está mais perdido do nunca. As pessoas passam o olham como se
fosse um extraterrestre, ao invés da sua sala o que vê um jardim
imenso. Poucos carros circulando, sem barulho e sem fumaça, até
parece que mudou de planeta.
-
Estou com sorte posso entender os essas pessoas falam – Agora já
consegue raciocinar, apesar de falar sozinho – Pelo estou no mesmo
planeta, eu acho? – Pergunta-se.
É
preciso encontrar alguém para responder suas perguntas. Antes que
comece a andar uma mulher jovem se aproxima e perguntar-lhe:
Posso ajudar-lo senhor? – Se sorriso discreto o tranqüila.
Sim
– Ele responde – Onde estamos? Em que ano estamos?
O
senhor sofreu uma aminéia? Algum acidente? – Estamos em São
Paulo, em 2058.
Seu
semblante fica sério e pensa consigo mesmo. Meu Deus aquilo é uma
máquina do tempo.
A
jovem fala algo que ele não ouve. Ele continua perdido em seus
pensamentos. Como farei para voltar? Preciso de um espelho? Será que
algo mudou em minha fisionomia?
Só
volta a si quando a jovem toca em seus braços perguntando-lhe se
esta bem.
Acena
com cabeça que sim. Ela gentilmente pega o pelo braço e pede a ele
que acompanhe. E seu silêncio olha para todos os lados tentando
entender tudo que está em sua volta.
Ao
passar por uma vitrine ele para ser ver, a jovem entende seu gesto e
deixa que ele se veja no espelho, aparentemente passar estar tudo
normal, pensa.
Para
você me leva? - Pergunta
Ao
Centro de Saúde, eles cuidarão de vocês – Ela simpaticamente
responde.
Eu
não estou doente. Pareço doente? – Ele insiste
Não
senhor, não esta doente, talvez uma amnésia temporária –
Acho eu.
Fique
tranqüilo – Ela parece confiável.
Na
esquina ela acena para um taxi. O motorista se aproxima, as portas
começam a ser abrir silenciosamente e ao entrar e me acomodar, ouço
um bom dia gentil.
Para
o Centro de Saúde mais próximo, por favor. – Ela solicita
Ele
esta doente? – Pergunta o motorista
Acho
que é só uma amnésia temporária. Ele perguntou onde estava e que
dia era hoje.
É
melhor fingir uma amnésia para entender esse último cinqüenta anos
e não chamar a atenção – Pensa Winter.
As
ruas, as calçadas estão limpas como jamais vi. Onde está todo a
povo que circulava diariamente por esta São Paulo, sujando,
gritando, onde estão?
Alguns
minutos depois o taxi pára, ela paga com um cartão. O motorista me
olha e se despede da bela jovem que ainda não sei nome. O prédio do
Centro de Saúde parece um laboratório de experiências avançadas.
Muita coisa mudou, algumas me parece que melhoram.
Qual
o nome? – Pergunto a jovem - Aline - Sem tirar o olhar da
porta me responde.
Na
recepção uma mulher me dirige o olhar e pergunta – Posso
ajudá-los?
Sim.
Encontrei este senhor na praça principal e ele parece não se
lembrar de nada – Aline vai direto ao assunto e me olha
ligeiramente.
É
teu parente, senhorita? – A mulher de crachá lhe pergunta.
Não,
não é. Só estou tentando ajudá-lo. Estava a caminho do trabalho
– Aline .
Preciso
pegar seus dados para pode encaminhá-lo ao médico de plantão, Ok
–
Claro.
– Responde Aline um pouco impaciente.
Enquanto
Aline passa seus dados não consigo tirar os olhos do local e das
pessoas que passam. Elas me olham rapidamente e continuam.
Ele
não só esqueceu o passado com parece que veio do passado com essas
roupas – Fala a mulher do crachá.
Aline
concorda e se despede apenas com um olhar e por um bom tempo ele não
esqueceria aquele olhar.
O
ambiente limpo, claro e suavemente tranquilo quase faz Rodolfo da
realidade de décadas atrás. Não demora muito a funcionária o
encaminha para a sala de exame.
Doutor!
Este senhor parece estar com amnésia. Não se lembra de nada
praticamente.
Ele
olha fixamente para Rodolfo, após acenar para a funcionária.
O
médico olha as pupilas de seus olhos, sua língua e assim prossegue
o exame.
Após
esses procedimentos, chama uma enfermeira e pede a ressonância
magnética ou algo parecido. A sala é fria e limpa. Rodolfo deita e
aos poucos sua imagem é projetada na parede.
O
médico agora com um auxiliar chegam a conclusão que não existe
nada neste paciente.
Após
concordarem, o médico chama a enfermeira e determina um remédio
para memória sem contraindicação. A enfermeira sorri como
estivesse feliz por Rodolfo.
Sr.
Rodolfo vou ligar para amiga e disser-lhe que está tudo bem
fisicamente com o senhor e ela poderá acompanhá-lo. O médico
receito algo e aparentemente isto logo passará. Ok?
Ok.
Responde Rodolfo e continua – Se você não se importar eu preciso
encontrá-la no trabalho
Tudo
bem? -
A
recepcionista responde que sim sem olhar em seus olhos. Para ele é
melhor assim já que aqui não tem nenhuma amiga, mas ele já se
acostumou.
Não
esqueça sua mochila – Fala a atendente com um leve sorriso.
Claro
– Responde tentando parecer tranquilo.
Em
passos calmos vai deixando as instalações do centro de saúde e
pelo visto resolveram o caos da saúde pública. Aparentemente.
As
ruas estão limpa e calmas. Parece que nos últimos 50 anos muita
melhorou até pode ser ver. Numa pequena loja é possível ver carros
elétricos serem vendidos direto da linha de montagem do fabricante.
Na loja de tecnologia ele para e fica observando. Reluta com sua
curiosidade. Aos poucos toma coragem e entra pra pergunta sobre os
computadores.
Um
funcionário se aproxima e pergunta algo, mas ele consegue prestar
atenção.
Após
alguns minutos, depois que seus olhos rodaram toda a loja, consegue
dar atenção ao funcionário e pergunta:
Qual
o computador mais moderno que você possui? Tem aqui?
Tenho
Sr. Por favor me acompanhe.
Este
aqui tem 2000 núcleos de processamento, 1024 terabyte de memória
RAM, num processador com 8500 Gigahertz de velocidade e 5000
terabyte de hard disk, o sistema operacional Antares 2055 – 512
bits.
Ao
ouvi-lo tenta não se parecer assustado. Antes que conseguisse dizer
algo ver Aline acenando para ele.
Pede
licença e vai em direção a Aline.
-
Liguei para o centro de saúde e me disseram que estava tudo bem com
você. Porque não me aguardou?
-
Não queria incomodá-la. Já lhe dei muito trabalho e sou muito
agradecido pelo que vez.
-
Ela me disse que talvez sua memória demore um pouco para normalizar. Onde você vai ficar Rodolfo?
-
Não sei Aline. Estou confuso, como você percebeu – respondeu com sorriso dissimulado no rosto.
-
Fique em casa, você vai gostar de conversar com minha mãe. - Sorriu Aline.
-
Aline, quanto foi que os computadores ficaram tão potentes?
-
Ah meu amigo. É uma longa história.
-
...longa história.....
-
É. Á umas décadas atrás um cidadão, que não me lembro o nome. Apareceu com projeto que um microprocessador e tentou vender para um dos fabricante, o projeto era tão avançado para época que chamou atenção dos mundo científico e da policia internacional.
Na
investigação descobriram que não era só um projeto e que havia um
construído,
à
vários anos. Mas aquilo não era possível sem o investimento de
bilhões de dólares.
E
este computador praticamente dominou a rede mundial de computadores.
-
E o responsável foi pego?
-
Foi nada. Praticamente se evaporou. Talvez tenha sido morto ou mudou de identidade por isto que as normas de segurança para se ter computador em casa mudou.
-
Mudou? Como assim?
-
Este computador que viu, assimila sua identidade genética, sua voz, sua íris e assim por diante. Resumindo ninguém pode usá-lo se a presença do proprietário. Se cometido qualquer ilegalidade é possível encontrar o proprietário rapidamente. Entendeu? Graças a isto a rede mundial ficou muito mais segura e limpa. Entendeu de novo?
-
Gostaria de ter um deste. - Falou olhando para vitrine de exibia motos no trajeto da casa de Aline. Sem perceber aceitou o convite de ficar em sua casa.
-
Bem, mas não tenho dinheiro e deve ser muito caro. Não é?
-
Nada meu amigo. Custa o mesmo que um tênis barato. - Falou Aline sorrindo.
-
É? Mesmo também não tenho – Sorriu Rodolfo.
-
Eu vou trocar o meu, posso lhe dar?
-
Está brincando?
-
Não! É verdade. Usado isto não tem valor nenhum. É praticamente descartável.
-
Legal. Ficou muito agradecido novamente. - Agradeceu Rodolfo.
-
Bem, primeiro preciso transferir para você. Mas é muito simples. Você verá.
Rodolfo
olha preocupado para o final da rua, evitando ser percebido por ela.
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